Pilotos da FAB surpreendem: com Gripen em desvantagem, vencem F-15 dos EUA e F-16 chilenos em combate real!
- DispCritic
- 24 de dez. de 2024
- 4 min de leitura

Gripen da FAB domina os céus na Cruzex 2024: tecnologia e estratégia que impressionaram o mundo
A edição mais recente do Exercício Cruzex, realizada nos céus do Rio Grande do Norte, em novembro de 2024, contou com a participação de mais de 100 aeronaves militares de 16 países. Dentre elas, estavam o "invencível" F-15 Eagle norte-americano e o estreante F-39 Gripen, caça de origem sueca incorporado pela Força Aérea Brasileira (FAB). Surpreendentemente, os caças Gripen, pilotados por brasileiros, obtiveram duas vitórias simbólicas sobre os F-15 dos Estados Unidos durante simulações de combate.
Segundo veículos de imprensa especializados, como Sociedade Militar, CNN e Defesanet, a vitória do Gripen foi um feito inédito, ressaltando a habilidade dos pilotos brasileiros e o potencial do caça. Pilotos americanos, impressionados, revisaram suas estratégias após o treinamento. Apesar da empolgação da mídia, tanto a FAB quanto a fabricante SAAB adotaram um tom diplomático, destacando que o objetivo principal do Cruzex não é declarar vencedores, mas promover aprendizado e cooperação entre os países participantes.
Pilotos Brasileiros: Maestria nos Céus
A vitória dos pilotos da FAB na Cruzex 2024 é um marco que reflete a combinação de tecnologia moderna e táticas refinadas. Ao enfrentar aeronaves de diferentes nações, incluindo os F-16 Block 50 do Chile e os F-15 dos EUA, o Gripen provou ser mais do que apenas um caça moderno; ele é uma extensão das capacidades técnicas e estratégicas de seus pilotos.
Essa conquista reafirma o Brasil como uma potência emergente no cenário de defesa aérea global e destaca a relevância de investimentos contínuos em tecnologia militar. Mais do que um embate de máquinas, a Cruzex 2024 mostrou que a excelência humana é o verdadeiro diferencial em combates aéreos.
Uma aeronave projetada para vencer: Gripen se destaca em combates simulados
Nas simulações, o Gripen demonstrou sua capacidade de enfrentar adversários equipados com sistemas de alta tecnologia, como os F-15 americanos e os F-16 chilenos. Equipado com o radar AESA ES-05 Raven, de alcance superior a 120 km, e o míssil Meteor, que ultrapassa 200 km de alcance, o Gripen mostrou superioridade em combate de longo alcance, foco principal das operações. Apesar de as aeronaves adversárias, como os F-15, possuírem radares de maior alcance, os resultados reforçaram que a combinação de tecnologia avançada e pilotos bem treinados da FAB pode equilibrar forças em situações desafiadoras.
De acordo com especialistas como Marcos José Barbieri Ferreira, da Unicamp, o desempenho do Gripen em sua estreia internacional foi notável. A flexibilidade de sua arquitetura aviônica, que permite atualizações rápidas sem afetar funções críticas, é uma das grandes vantagens do caça em relação aos concorrentes. Além disso, o baixo custo operacional e a capacidade de decolar e pousar em pistas curtas garantem eficiência em ambientes hostis e complexos.
Transferência de tecnologia e fortalecimento da indústria nacional
A aquisição do Gripen pela FAB faz parte de um contrato de R$ 21,6 bilhões, que inclui não apenas as aeronaves, mas também suporte, treinamento, armamentos e transferência de tecnologia. Desde 2014, mais de 350 especialistas brasileiros participaram de treinamentos na Suécia, trazendo conhecimentos que fortaleceram a base industrial de defesa do Brasil. Atualmente, a produção do Gripen no Brasil é 100% realizada por profissionais brasileiros na planta da Embraer, em Gavião Peixoto (SP).
Essa parceria com a SAAB também permite que o Brasil desenvolva no futuro aeronaves próprias, aproveitando a experiência adquirida. O Gripen é visto como um marco na modernização da FAB e na promoção de autonomia tecnológica nacional, fortalecendo a capacidade do país de projetar poder aéreo.
Gripen no cenário global: um caça acessível e inovador
Além de operar no Brasil, o Gripen já faz parte das forças aéreas de países como Suécia, República Tcheca, Hungria e Tailândia. Recentemente, foi selecionado pela Colômbia e pelo Peru, além de estar em testes no Reino Unido. Mikael Franzén, diretor da SAAB, descreveu o Gripen como "a melhor e mais acessível opção para muitas forças aéreas ao redor do mundo", destacando seu desempenho exemplar no Cruzex 2024.
Com capacidade para alcançar Mach 2 (duas vezes a velocidade do som) e operar em altitudes de até 16 mil metros, o Gripen promete ser um caça de referência por décadas. Sua combinação de tecnologia, eficiência e versatilidade reforça a posição estratégica do Brasil no cenário internacional de defesa. A estreia no Cruzex 2024, coroada por vitórias simbólicas sobre aeronaves de alta reputação, marca um novo capítulo na história da aviação militar brasileira.
Reflexão Crítica: Defesa Nacional e o Futuro do Brasil
Apesar dos resultados impressionantes, os eventos da Cruzex 2024 levantam questões cruciais sobre o futuro da defesa nacional. O Brasil, como o quinto maior país do mundo em extensão territorial, enfrenta desafios complexos para proteger suas vastas fronteiras e recursos estratégicos. A recente demonstração de força tecnológica e habilidade militar é uma vitória simbólica, mas será suficiente diante do histórico descaso político e da corrupção que frequentemente comprometem investimentos estruturais no setor de defesa?
Enquanto o Gripen representa um salto qualitativo para a FAB, a continuidade desse progresso depende de uma gestão pública comprometida com a soberania nacional. É inaceitável que um país com tamanha relevância geopolítica continue a depender de iniciativas pontuais, quando deveria estar liderando um projeto robusto de defesa integrada. A ganância e o desinteresse de lideranças políticas colocam em risco não apenas a segurança, mas também a independência do Brasil em um cenário global cada vez mais competitivo. Se não houver uma mudança estrutural, toda essa tecnologia e esforço podem se tornar apenas um lampejo em uma trajetória marcada por negligência.
A provocação é clara: será que o Brasil está disposto a superar suas próprias barreiras políticas e investir seriamente em sua soberania? Ou continuará a contar com "colheres de chá" e vitórias simbólicas enquanto outros países avançam em projetos de longo prazo? A defesa do futuro depende das escolhas que fazemos hoje.
Levando em conta que, exercito forte, é liberdade de pressão e influencia externa, fazendo com que o pais possa tomar suas próprias decisões, e não ser forçado pelos mais fortes a tomar caminhos que não quer.
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